9 sintomas que podem ser câncer do colo do útero que você deve ficar atenta

Os sintomas de câncer de útero tendem a aparecer em fases mais avançadas da doença.

No entanto, um tratamento de menor impacto e as chances de cura são maiores quando há o diagnóstico precoce

Por esse motivo, é importante fazer exames preventivos, como o Papanicolau.

Quando identificado em estágios iniciais, o tumor pode ser retirado sem prejudicar a fertilidade de mulheres jovens, por exemplo.

Nesse momento vemos o quanto é essencial conhecer o próprio corpo e ficar de olho em mudanças e sinais que podem indicar o comprometimento da saúde.

Pensando nisso, vamos falar tudo sobre o câncer do colo do útero!

Neste conteúdo você vai conferir o que é, quais os sintomas, as causas, tratamentos, fatores de risco e a prevenção da doença.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura, amiga!

O que é câncer do colo do útero?

O câncer do colo do útero acontece quando as células mudam no colo do útero da mulher, que conecta o útero e a vagina.

Este câncer pode afetar os tecidos mais profundos do colo do útero e pode se espalhar para outras partes do corpo…

Geralmente, sendo mais comum afetar os pulmões, fígado, bexiga, vagina e reto.

A maioria dos casos de câncer do colo do útero é causada pela infecção pelo papilomavírus humano (HPV)...

O câncer do colo do útero cresce lentamente, então geralmente há tempo para diagnosticá-lo e tratá-lo antes que cause problemas sérios. 

Felizmente, ele mata cada vez menos mulheres a cada ano, graças aos exames preventivos, como o Papanicolau.

Mais de 15% dos novos casos são em mulheres com mais de 65 anos, especialmente aquelas que não fazem exames regulares.

Causas do câncer do colo do útero

A maioria dos casos de câncer do colo do útero é causada pelo papilomavírus humano sexualmente transmissível (HPV)

Aliás, você sabia que o HPV é responsável pelo aparecimento de verrugas genitais?

Infelizmente, existem cerca de 100 cepas diferentes de HPV, no entanto, apenas alguns tipos causam câncer do colo do útero.

Porém, estar infectada com uma cepa de HPV não significa que você terá câncer do colo do útero, ok?

Isso porque o nosso sistema imunológico tende a eliminar a grande maioria das infecções por HPV, geralmente em dois anos.

É importante mencionar que o HPV também pode causar outros tipos de câncer em mulheres e homens.

Confira abaixo quais são eles:

  • Câncer vulvar;
  • Câncer vaginal;
  • Câncer de pênis;
  • Câncer anal;
  • Câncer retal;
  • Câncer de garganta.

Sintomas do câncer do colo do útero

Antes de falar sobre os sintomas, vale esclarecer que existem dois tipos de câncer que afetam o útero...

O mais comum no Brasil é o câncer do colo do útero, que registrou 16.590 novos casos apenas em 2020, segundo registros do Instituto Nacional do Câncer (Inca)...

Esse tipo é mais frequente em mulheres jovens e costuma surgir após infecções pelo HPV.

Já o câncer de endométrio é mais comum em mulheres que entraram na menopausa, respondendo por 6.540 novos casos em 2020.

Infelizmente, ambas as doenças são silenciosas…

Sendo assim, não costumam surgir sintomas até os estágios finais… 

E, quando os sintomas aparecem, eles são facilmente confundidos com condições comuns…

Como períodos menstruais e infecções do trato urinário (ITUs).

Por esse motivo, é importante estar atenta aos sinais que o seu corpo apresenta e se consultar com um(a) ginecologista pelo menos uma vez ao ano!

Confira abaixo os sintomas do câncer do colo do útero:

  • Sangramento vaginal fora da menstruação;
  • Dor e pressão na região pélvica;
  • Sensação de pressão no fundo da barriga;
  • Dor e sangramento durante e após o sexo;
  • Perda de peso repentina;
  • Cansaço frequente;
  • Necessidade de urinar com mais frequência;
  • Dor ao urinar;
  • Corrimento vaginal com mau cheiro e coloração incomum.

Se você notar algum desses sintomas, não exite em se consultar com um médico para investigar a causa, ok?

Tratamento do câncer do colo do útero

O câncer do colo do útero é tratável se for diagnosticado precocemente.

Os quatro principais tratamentos são:

  • Cirurgia;
  • Terapia de radiação;
  • Quimioterapia;
  • Terapia direcionada.

Muitas das vezes, esses tratamentos são combinados para torná-los mais eficazes contra o câncer do colo do útero.

Cirurgia

O objetivo da cirurgia é remover o máximo possível do câncer. 

Às vezes, o médico pode remover apenas a área do colo do útero que contém células cancerígenas.

Para o câncer mais disseminado, a cirurgia pode envolver a remoção do colo do útero e de outros órgãos da pelve.

Terapia de radiação

A radiação mata as células cancerosas usando feixes de raios-X de alta energia

Pode ser realizada através de uma máquina fora do corpo. 

Ou, também pode ser realizada de dentro do corpo usando um tubo de metal colocado no útero ou na vagina.

Quimioterapia

A quimioterapia usa drogas para matar as células cancerosas em todo o corpo.

Os médicos dão este tratamento em ciclos e a pessoa recebe a quimioterapia por um período determinado

Então, após isso, é preciso interromper o tratamento para dar tempo ao corpo para se recuperar.

Terapia direcionada

O bevacizumab (Avastin) é um medicamento mais recente que funciona de maneira diferente da quimioterapia e da radiação.

Ele age bloqueando o crescimento de novos vasos sanguíneos que ajudam o câncer a crescer e sobreviver

Normalmente, este medicamento é administrado em conjunto com a quimioterapia.

E, se o seu médico descobrir células pré-cancerosas no colo do útero, elas podem ser tratadas.

Estágios do câncer de colo de útero

Após realizar o diagnóstico, o médico normalmente classifica o câncer de colo de acordo com o seu estágio de desenvolvimento.

O estágio informa se o câncer se espalhou e, em caso afirmativo, até que ponto se espalhou. 

O estadiamento do câncer ajuda o médico a encontrar o tratamento certo para cada caso.

O câncer do colo do útero tem quatro estágios:

Estágio 1

No estágio 1, o câncer é pequeno.

Ele pode ter se espalhado para os gânglios linfáticos, porém, não se espalhou para outras partes do corpo.

Estágio 2

No estágio 2, o câncer já é maior.

E nesse estágio, ele pode ter se espalhado para fora do útero e do colo do útero ou para os gânglios linfáticos.

Estágio 3

Nesse estágio, o câncer já se espalhou para a parte inferior da vagina ou para a pelve. 

E, inclusive, pode estar bloqueando os ureteres, os tubos que transportam a urina dos rins para a bexiga.

Estágio 4

No estágio 4, o câncer pode ter se espalhado para fora da pelve e outros órgãos, como: pulmões, ossos ou fígado.

Fatores de risco do câncer do colo do útero

O HPV é o maior risco de câncer do colo do útero. 

No entanto, existem outros fatores que também podem aumentar o seu risco.

Confira abaixo quais são os fatores de risco para o câncer do colo do útero:

  • Vírus da imunodeficiência humana (HIV);
  • Clamídia;
  • Fumar;
  • Obesidade;
  • Uma história familiar de câncer do colo do útero;
  • Uma dieta pobre em frutas e legumes;
  • Pílulas anticoncepcionais.

É importante deixar claro que, mesmo que você tenha um ou mais desses fatores…

Você não está destinada a ter câncer do colo do útero, tá bom? 

Prevenção do câncer do colo do útero

Uma das maneiras mais fáceis de prevenir o câncer do colo do útero é fazer exames regulares, como o exame de Papanicolau.

Isso porque esse exame capta células pré-cancerosas, para que possam ser tratadas antes de se transformarem em câncer.

Como já falamos aqui, a infecção pelo HPV causa a maioria dos casos de câncer do colo do útero, certo? 

Mas, é importante destacar que a infecção é evitável com as vacinas

E, tanto meninos quanto meninas podem ser vacinados contra o HPV!

Aliás, você sabia que a vacina costuma ser mais eficaz antes da pessoa se tornar sexualmente ativa?

Veja abaixo quais são as outras maneiras de reduzir o risco do câncer do colo do útero e HPV:

  • Sendo vacinada;
  • Realizando exames regulares de câncer do colo do útero;
  • Usar preservativo seja para sexo vaginal, oral ou anal.

Vacina contra o HPV

Como falamos aqui, a vacina do HPV continua sendo medida preventiva essencial. 

Isso porque a imunização tem segurança e eficácia comprovadas.

No SUS, a vacina é oferecida para as seguintes condições:

  • Meninas de 9 a 14 anos;
  • Meninos de 11 a 14 anos;
  • pessoas que vivem com HIV;
  • Transplantados entre 9 e 26 anos que estejam em acompanhamento médico.

A vacina tem duas doses, com a segunda seis meses após a primeira.

No entanto, para pessoas com HIV e transplantados, são necessárias três doses.

Não se esqueça que mesmo com a vacina, é essencial continuar fazendo o exame de rastreamento de Papanicolaou…

Já que existem tipos de vírus não contemplados pela vacina que também podem provocar o tumor.

Bom, chegamos ao fim de mais um conteúdo recheado de curiosidades e informações aqui no Blog da Fleurity!

Esperamos que você tenha gostado e todas as suas dúvidas tenham sido esclarecidas.

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