Cólica muito forte? Descubra aqui as principais causas dessa dor

Cólica muito forte? Descubra aqui as principais causas dessa dor

Está com cólicas fortes e não sabe o que pode ser? Descubra aqui neste conteúdo quais são as principais causas dessa dor.

Quando a cólica está muito forte, ou seja, fora do comum, isso pode ser um sinal de alerta.

E neste conteúdo você vai entender o porquê.

Imediatamente, você precisa saber as possíveis causas e entender cada uma delas.

Assim que você entender, você descobrirá o que deve fazer ao identificar o que está sentindo.

Veja as 5 principais causas da cólica muito forte

Endometriose 

A endometriose é a causa mais comum para cólica menstrual forte. Ela é definida quando células endometriais se desenvolvem fora do útero.

O endométrio é a parte mais interna do útero que durante o ciclo menstrual sofre modificações para receber o bebê. 

Descubra tudo o que você queria saber e estava com vergonha de perguntar em: Saiba o que é o Ciclo Menstrual.

Se caso a gestação não ocorrer, o endométrio simplesmente se desprende e sai com a menstruação.

Os principais sintomas da endometriose são:

  • Cólica menstrual forte;
  • Infertilidade;
  • Dor para evacuar;
  • Diarreia;
  • Dor pélvica crônica;
  • Dor durante as relações sexuais na profundidade;
  • Saída de secreção pelo umbigo ou dor umbilical.

Como é feito o diagnóstico da endometriose:

A partir da primeira menstruação, o médico precisa ficar atento às cólicas.

Isso porque, quanto mais rápido o diagnóstico, menor o risco de a doença progredir. 

Assim sendo, é feito exames de imagem e sangue para dar início ao tratamento.

Porém, a certeza do diagnóstico só vem mesmo com a videolaparoscopia, uma cirurgia que permite observar os focos da endometriose. 

A doença pode ser classificada em leve, moderada ou grave. 

Qual é o tratamento da endometriose:

Bom, não há cura para a endometriose, mas dá para combater os focos dela e praticamente anular os sintomas. 

Há alguns remédios que simulam a ação da progesterona no controle do endométrio. 

Entretanto, quando a doença avança, os médicos podem optar pela cirurgia. 

Por meio de uma pequena incisão no umbigo, a videolaparoscopia identifica e cauteriza os locais afetados. 

Outra opção é apenas extrair as células que estão fora do lugar. 

Saiba que a atividade física também pode ser benéfica porque libera substâncias que aliviam a dor. 

Adenomiose

A adenomiose é uma doença semelhante à endometriose. Ela acontece quando as células endometriais invadem o músculo do útero (miométrio).

Os principais sintomas da adenomiose são:

  • Cólica menstrual forte;
  • Sangramento menstrual aumentado;
  • Aumento do volume uterino;
  • Distensão abdominal.

Como é feito o diagnóstico da adenomiose:

O diagnóstico da adenomiose deve ser realizado pelo ginecologista, ok?

Geralmente, ele é feito através da realização de uma ressonância magnética e através da observação de sintomas como dor, sangramentos intensos ou queixas de dificuldade para engravidar. 

O diagnóstico da adenomiose também pode ser feito usando outros exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal ou histerossonografia.

Qual é o tratamento da adenomiose:

O tratamento para a adenomiose pode variar bastante de acordo com os sintomas sentidos.

Por isso, o tratamento deve ser orientado por um ginecologista, e pode ser feito com remédios ou através da realização de cirurgia. 

Assim sendo, os tratamentos mais utilizados são:

  • Tratamento com remédios hormonais;
  • Tratamento com anti-inflamatórios;
  • Cirurgia de retirada do excesso de tecido endometrial dentro do útero;
  • Cirurgia para retirada do útero, onde é feita uma uma histerectomia total, para remoção completa do útero. Nesta cirurgia, geralmente os ovários não precisam ser removidos.

Na cirurgia onde é retirado o excesso de tecido endometrial dentro do útero, só acontece em casos onde a adenomiose está localizada numa determinada região do útero e não se encontra muito penetrada dentro do músculo.

Já na cirurgia para retirada do útero elimina completamente os sintomas da doença, porém apenas é feita em casos mais graves.

Especialmente, quando a mulher já não pretende engravidar e quando a adenomiose provoca dor constante e sangramentos abundantes.

Mioma uterino 

O mioma uterino é um tumor benigno, constituído por células musculares do útero.

Os sintomas mais comuns dos miomas são:

  • Aumento do volume uterino;
  • Cólica e sangramento.

Mas a maior parte dos miomas não determinam nenhum sintoma.

Os sintomas dos miomas dependem especialmente da sua localização e em segundo lugar de suas dimensões.

Como é feito o diagnóstico do mioma uterino:

Primeiramente, o profissional médico irá avaliar a sua história clínica, para saber sobre a presença de sintomas, avaliando fatores de risco como a presença de histórico familiar, idade, entre outros. 

Depois, o médico fará um exame físico na região pélvica, incluindo o toque vaginal.

Se necessário, são solicitados exames complementares, como:

  • Exames de imagem, sendo o mais importante; 
  • Ultrassom (ecografia) da pelve;
  • Histeroscopia (exame feito através da introdução de um aparelho chamado histeroscópio na vagina e que permite a visão por vídeo de dentro do útero);
  • Ressonância magnética.

O médico decidirá quais exames serão mais adequados para cada caso.

Qual é o tratamento do mioma uterino:

O tratamento dependerá de vários fatores, como:

  • O tamanho e a localização do(s) mioma(s);
  • Os sintomas apresentados;
  • A sua idade;
  • O seu desejo de ter filhos;
  • Sua história obstétrica.

Muitas vezes os miomas são descobertos acidentalmente durante a realização de exames por outro motivo , por serem assintomáticos. 

Em geral, é feito o acompanhamento com exames seriados e por isso, não é necessário tratamento específico.

No caso de mulheres com sangramentos uterinos, próximas à menopausa e com risco para cirurgia podem ser utilizadas medicações para controlar esses sintomas dos miomas. 

São muitas as opções de medicamentos e a escolha da medicação também vai ser conforme o caso apresentado.

A cirurgia de retirada do útero (histerectomia) é o tratamento definitivo. 

Dependendo da localização dos miomas, a ablação endometrial (destruição do endométrio, camada mais interna do útero) também pode ser feita para alívio dos sangramentos.

Nos casos em que a mulher queira preservar o útero e isso seja possível, a cirurgia poderá ser somente a extração do(s) mioma(s) (miomectomia).

Ou ainda pode ser feito outro procedimento denominado embolização da artéria uterina, de acordo com cada caso.

Varizes pélvicas

As varizes pélvicas acontecem quando as veias uterinas e ou ovarianas ficam dilatadas e com o sentido do sangue invertido.

Geralmente acontece durante manobras provocativas, como a manobra de Valsalva (força como se fosse fazer cocô).

Os sintomas mais comuns das varizes pélvicas são: 

  • Dor pélvica crônica;
  • Dor na relação sexual mesmo depois do ato terminado;
  • Sensação de peso na pelve.

Como é feito o diagnóstico das varizes pélvicas:

Muitas mulheres sem sintomas têm veias pélvicas dilatadas descobertas pela ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, especialmente se já tiveram filhos. 

Felizmente, nem todas têm sintomas e apenas as mulheres que têm dor recebem o diagnóstico de síndrome de congestão pélvica (SCP).

Os exames pélvicos ginecológicos de rotina são normalmente normais. 

A laparoscopia, a histeroscopia e outros exames e investigações cirúrgicas também podem não mostrar veias dilatadas. 

Se você tem o padrão típico de dor pélvica de SCP, você deve fazer isso:

Discuta a possibilidade desse diagnóstico com seu ginecologista ou com o seu cirurgião vascular, que pode então orientá-lo sobre a condutas perante seus sintomas.

Qual é o tratamento das varizes pélvicas:

O tratamento para varizes pélvicas normalmente é feito quando surge algum tipo de sintoma.

Ele se inicia com uso de remédios orais, como o acetato de medroxiprogesterona, que ajudam a diminuir a dilatação das veias.

Além disso, se os sintomas não melhorarem ou se forem muito intensos, existe a possibilidade de fazer uma embolização das veias, que é um procedimento que consiste em inserir um cateter muito fino pela veia até ao local da variz.

Depois disso, é liberada uma substância que diminui a variz e aumenta a força da parede das veias.

Idiopática

Existem diversas causas para cólica menstrual e dor pélvica, incluindo etiologias ginecológicas, urológicas, gastrointestinais, musculares, vasculares e ortopédicas. 

Quando se investiga todas as possíveis causas para a dor e não se identifica nenhuma etiologia, a cólica menstrual é chamada de idiopática, ou seja, que não tem causa aparente.

A cólica menstrual que acontece desde a primeira menstruação (menarca), também é chamada de primária e muitas vezes não se identifica o motivo para a dor. 

Quando a mulher que nunca sentiu cólica começa a apresentar dor, chamamos a cólica menstrual secundária e nesta situação é mais comum encontrar alguma causa anatômica para as cólicas.

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