Dando voz às inocentes: precisamos falar sobre a mutilação genital feminina!

Enraizada na desigualdade de gênero e nos desequilíbrios de poder entre homens e mulheres

A mutilação genital feminina limita as oportunidades para mulheres e meninas exercerem seus direitos e realizarem seu potencial.

Crises humanitárias, incluindo a pandemia do COVID-19, dificultaram os esforços para prevenir a mutilação genital feminina

E, por esse motivo, acabar com a prática da mutilação genital feminina até 2030 parece difícil…

Estima-se que mais 2 milhões de meninas correm o risco de sofrer mutilação genital na próxima década, de acordo com o UNFPA.

A mutilação genital feminina (MGF) é uma violação dos direitos humanos de meninas e mulheres

Bem como uma violação dos direitos das mulheres à saúde, segurança e integridade física.

Pensando nisso, no conteúdo de hoje, vamos falar tudo sobre a mutilação genital feminina

O que é, por que é praticada, quais os danos físicos e psicológicos, entre outros dados.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura amiga!

Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina

06 de fevereiro marca o Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina (MGF)

A MGF é uma prática nociva que envolve o corte ou remoção da genitália externa feminina…

Essa prática não traz nenhum benefício à saúde e pode causar sérios riscos à saúde física e psicológica das mulheres

O UNICEF estima que pelo menos 200 milhões de mulheres e meninas foram submetidas à mutilação genital fminina no mundo.

A mutilação genital feminina tem sido praticada principalmente nas regiões oeste, leste e nordeste da África e em alguns países do Oriente Médio e Ásia. 

De acordo com pesquisas em 28 países, mais de 80% das mulheres de 15 a 49 anos foram submetidas à MGF em sete países africanos

Sendo eles: Guiné, Djibuti, Mali, Egito, Sudão, Eritreia, Serra Leoa. 

A mutilação genital feminina também é praticada em países ocidentais, como Reino Unido, Estados Unidos e Canadá.

Embora os dados mostram alta prevalência em alguns países…

As mulheres, muitas vezes, não apoiam essa prática que parece profundamente enraizada nas normas culturais e sociais. 

Além disso, a pandemia do COVID-19 traz mais desafios aos esforços para acabar com a mutilação genital feminina.

Isso porque, de acordo com o UNFPA e o UNICEF, mais casos de mutilação parecem ter ocorrido durante a pandemia de COVID-19.

O que é mutilação genital feminina?

A mutilação genital feminina (MGF) é um procedimento realizado em uma mulher ou menina para alterar ou ferir sua genitália por razões não médicas

Na maioria das vezes envolve a remoção parcial ou total de sua genitália externa.

A mutilação genital feminina é uma violação dos direitos humanos fundamentais de meninas e mulheres.

Por que é praticado?

Infelizmente, a mutilação genital feminina (MGF) é uma norma social profundamente enraizada na desigualdade de gênero

Onde a violência contra meninas e mulheres é socialmente aceitável.

As razões por trás da prática variam…

Em alguns casos, é visto como um rito de passagem para a feminilidade

Enquanto outros o veem como uma forma de suprimir a sexualidade da mulher.

Muitas comunidades praticam a MGF na crença de que isso irá garantir o futuro casamento de uma menina ou a honra da família.

Alguns associam essa prática a crenças religiosas, embora nenhuma escritura religiosa exija isso.

Por que a mutilação genital feminina é um risco para meninas e mulheres?

A MGF não traz benefícios para a saúde e muitas vezes leva a consequências físicas e psicológicas de longo prazo

As complicações médicas podem incluir dor intensa, sangramento prolongado, infecção, infertilidade e até morte…

Além disso, também pode levar ao aumento do risco de transmissão do HIV.

As mulheres que sofreram mutilação genital podem sofrer complicações durante o parto, incluindo hemorragia pós-parto, natimorto e morte neonatal precoce.

Fora isso, existem os impactos psicológicos, que podem causar traumas

A perda de confiança e autoconfiança, de autoestima e a dificuldade em se relacionar com outras pessoas…

E também, os sentimentos de ansiedade e depressão que podem vir a longo prazo como mulher.

As complicações de parto e o risco de vida

A mutilação genital feminina pode causar complicações graves e até fatais durante o parto.

Isso porque o tecido cicatricial pode não se esticar o suficiente para acomodar um recém-nascido…

Tornando o parto ainda mais doloroso do que o normal e tornando mais provável que a mulher precise de uma cesariana ou outras intervenções de emergência. 

O risco de fístula obstétrica – trabalho de parto prolongado e obstruído sem intervenção médica – também é aumentado.

As mulheres que sofreram mutilação costumam enfrentar os maiores riscos de trabalho de parto prolongado e obstruído.

Isso pode causar fístula obstétrica debilitante e também colocar a mãe e o bebê em risco de morte.

Os países com que praticam a mutilação genital feminina possuem algumas das taxas de mortalidade materna mais altas do mundo.

As consequências para a saúde mental de meninas e mulheres

O impacto psicológico da MGF pode ser devastador e duradouro.

As meninas podem se sentir profundamente traídas pelos pais que submeteram elas à mutilação genital feminina.

Em crianças pequenas, essa perda de confiança pode levar a problemas comportamentais ao lado da dor psicológica. 

À medida que as meninas crescem e se casam, a disfunção sexual causada pela MGF pode causar estresse em seus casamentos.

E a longo prazo, a mutilação genital feminina pode deixar sérias cicatrizes psicológicas

Meninas e mulheres que experimentaram podem sofrer de ansiedade, depressão, perda de memória, distúrbios do sono e transtorno de estresse pós-traumático.

A mutilação genital feminina pode ser mortal

Quando as meninas são cortadas, elas enfrentam o risco imediato de hemorragia, choque, ferimentos graves, uma série de infecções

E, até mesmo risco de morte quando a hemorragia ou infecção são especialmente graves.

A ativista de direitos humanos da Tanzânia Rhobi Samwelly, que foi cortada aos 13 anos, descreveu que houve muito sangramento

Inclusive, ela chegou a desmaiar por tanto tempo que todos pensaram que ela iria morrer.

Fiquei inconsciente por três horas”, lembrou ela. 

Ouvi uma mulher dizer: ‘não tenho certeza se o cérebro dela vai acordar direito.” - relatou a ativista para o noticiário Relief Web.

No ano anterior, a amiga de Rhobi sangrou até a morte depois de ser submetida à mutilação genital feminina.

A infecção e o tétano ameaçam a vida das meninas quando ferramentas não estéreis ou enferrujadas são usadas para cortar sua carne…

E, o risco é especialmente mais alto quando a mesma ferramenta é usada para cortar várias meninas.

Estatísticas da mutilação genital feminina

Embora o número exato de meninas e mulheres em todo o mundo que foram submetidas à MGF permaneça desconhecido…

Estima-se que pelo menos 200 milhões de meninas e mulheres de 15 a 49 anos de 31 países foram submetidas à prática.

Houve um progresso significativo na eliminação da prática nos últimos 30 anos…

Nos dias de hoje, as meninas correm um risco muito menor de serem submetidas à mutilação genital feminina comparado com suas mães e avós estavam no passado.

No entanto, o progresso não é universal ou rápido o suficiente. 

Infelizmente, em alguns países, a prática continua tão comum hoje quanto era há três décadas…

Mais de 90% das mulheres e meninas na Guiné e na Somália sofrem alguma forma de mutilação ou corte genital.

O progresso para acabar com a MGF precisa ser pelo menos 10 vezes mais rápido para que a prática seja eliminada até 2030.

Como a prática está evoluindo?

Em muitos países, a mutilação genital feminina é cada vez mais realizada por profissionais de saúde treinados.

Cerca de 1 em cada 3 meninas adolescentes entre 15 e 19 anos foram submetidas à MGF e cortadas por profissionais de saúde.

Essa prática remove e danifica tecidos saudáveis, interferindo nas funções naturais do corpo de meninas e mulheres.

No entanto, a oposição à mutilação genital feminina está crescendo.

Nos países em que ainda é praticada, 7 em cada 10 meninas e mulheres acham que a mutilação genital feminina deve acabar.

O que está sendo feito para acabar com a mutilação genital feminina?

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lideram em conjunto o maior programa global para acabar com a MGF. 

O programa apóia leis e políticas de tolerância zero…

E também trabalha com profissionais de saúde para acabar com a prática e prestar assistência a mulheres e meninas que se submeteram ao procedimento.

Para ajudar a mudar as normas sociais, há um trabalho com as comunidades para discutir quais os benefícios de acabar com a MGF e construir oposição à prática.

Bom, chegamos ao fim de mais um conteúdo recheado de curiosidades e informações aqui no Blog da Fleurity!

Esperamos que você tenha gostado e todas as suas dúvidas tenham sido esclarecidas.

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