Qual a relação entre a menstruação e a produção de lixo?

Qual a relação entre a menstruação e a produção de lixo?

Os esforços e discussões acerca da produção de lixo, reciclagem e consumo consciente estão cada vez mais intensos. No entanto, alguns tipos de lixo não tem opção de reciclagem — como no caso do absorvente íntimo descartável.  

Durante o ciclo menstrual, pessoas que sangram escolhem uma alternativa para bloquear o sangue e impedir possíveis manchas em suas roupas. O absorvente descartável é um dos acessórios mais populares para esse fim.  

Como o principal material para a fabricação é o plástico, afeta diretamente a produção de lixo no planeta. Que tal saber mais sobre o assunto? Continue a leitura.  

Lixo produzido pelos absorventes íntimos

A produção de lixo provenientes dos absorventes íntimos leva, no mínimo, 400 anos para sumir do planeta.  

Isso acontece devido aos materiais de sua composição:  

  • Adesivo termoplástico;  
  • Agente controlador de odor;  
  • Papel siliconado;  
  • Polietileno;  
  • Polímero superabsorvente;  
  • Propileno.  

Absorventes íntimos e reciclagem pelo mundo  

No Brasil, não existe nenhum sistema de reciclagem para absorventes íntimos. Entretanto, não quer dizer que outros países não ofereçam uma alternativa inteligente para a produção de lixo de acessórios de higiene descartáveis.  

É o caso do Reino Unido, que abriga a Knowaste, uma usina de reciclagem que transforma fraldas e absorventes em madeiras ou telhas plásticas. São 36 mil toneladas de material reciclado todo ano.  

Produção de lixo menstrual no Brasil 

A produção de lixo originada da menstruação gira em torno de 3kg por pessoa ao ano. De acordo com o IBGE, 51,8% da população brasileira é composta por mulheres.  

Excluindo aqueles que não sangram por motivos como idade ou uso de dispositivos hormonais, estamos falando de um universo de mais de 60 milhões de pessoas menstruando todos os meses, gerando 12 mil toneladas de lixo a cada período.  

Alternativas para minimizar o impacto  

Sabendo dos dados alarmantes relacionados à produção de lixo, há empresas focadas em oferecer alternativas sustentáveis para o ciclo menstrual. 

Calcinhas absorventes, coletores menstruais e discos menstruais já se tornaram populares no Brasil, e podem ser adquiridos pela internet ou no comércio, como nas farmácias. Embora não sejam alternativas biodegradáveis, precisamos reconhecer os benefícios desses recursos para  o meio-ambiente.  

A prática da menstruação sustentável diminui a produção de lixo menstrual devido a durabilidade destes produtos. Por exemplo, os coletores menstruais podem ser usados por até 3 anos antes da troca, e se dissolve em 50 anos. Um único absorvente descartável leva 450 anos para desaparecer!  

Vale ressaltar que além dos benefícios para a natureza, o coletor é importante para a saúde e para o bolso da pessoa que menstrua. Um único coletor pode ser utilizado durante todo o ciclo menstrual, evita alergias e mantem o pH da vagina equilibrado.  

Ao trocar o absorvente plástico pelo coletor, a pessoa também percebe que o sangue da menstruação é limpo e sem cheiros. O contato do sangue com o plástico provoca uma reação química que exala tal odor característico.  

Descarte correto do coletor  

Como o Brasil não tem uma companhia de reciclagem para lixo íntimo, a exemplo do Reino Unido, o descarte do coletor, disco menstrual e calcinha absorvente deve ser feito no lixo comum.  

Após completar o tempo de uso indicado pelo fabricante, é preciso higienizar o acessório, cortar em pequenos pedaços e descartar para que vá ao aterro sanitário. Dessa forma, você garante que está fazendo a sua parte na proteção ao meio-ambiente.  

Sabemos que os números a respeito da produção de lixo relacionadas à menstruação podem assustar. A boa notícia é que já é possível fazer escolhas saudáveis para você e para o planeta, utilizando produtos sustentáveis.  

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