Uma história inspiradora: Saiba quem foi Maria Quitéria, a heroína da independência brasileira

Uma história inspiradora: Saiba quem foi Maria Quitéria, a heroína da independência brasileira

Maria Quitéria de Jesus foi uma combatente baiana da Guerra da Independência do Brasil

Desde 1996, é a patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro e, desde 2018, integra o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

Em 1821, fugiu da fazenda em que morava com a família e, sob a identidade masculina, se alistou no Batalhão de Voluntários do Príncipe…

Também conhecido como Batalhão dos Periquitos, que estava estacionado na Vila de Cachoeira. 

Sendo assim, ela atuou no regimento de artilharia e foi alçada a 1ª cadete pelo general Pedro Labatut

E, após a guerra, foi condecorada com a Imperial Ordem do Cruzeiro pelo imperador Pedro I do Brasil, que também lhe concedeu um soldo vitalício de alferes.

É reconhecida por ser a primeira mulher a assentar praça numa unidade militar das Forças Armadas Brasileiras, apesar de ter havido outras combatentes nas mesmas trincheiras. 

Em 26 de julho de 2018, por meio da lei federal 13 697, teve seu nome incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria…

Junto a Sóror Joana Angélica, Maria Felipa de Oliveira e João das Botas, figuras da Guerra de Independência do Brasil na Bahia.

Sendo assim, no conteúdo de hoje, vamos falar sobre a história de Maria Quitéria, desde a sua carreira militar até a sua vida pessoal.

Quer saber mais sobre o assunto e conhecer a história da primeira mulher que se alistou no exército? Então, continue a leitura amiga!

Quem foi Maria Quitéria?

Nascida em 27 de julho de 1792, Maria Quitéria de Jesus nasceu em São José das Itapororocas, atual município de Feira de Santana, na Bahia.

Filha primogênita de Gonçalo Alves de Almeida e de Quitéria Maria de Jesus…

Maria Quitéria perdeu a mãe aos 10 anos, assumindo desde cedo a casa e o cuidado de seus dois irmãos.

Naquela época, as jovens aprendiam apenas a cozinhar e cuidar da casa, sendo poucas as que sabiam ler e escrever…

No entanto, desde cedo, a menina demonstrava habilidade para usar armas de fogo, caça e montaria.

Sendo assim, Maria Quitéria não frequentou a escola e preferia caçar ao invés de fazer os trabalhos domésticos.

Após o falecimento da mãe, seu pai se casou pela segunda vez, mas logo ficou viúvo…

Em seguida, ele se casou novamente e teve mais três filhos. 

Além disso, a nova esposa de Gonçalo não apoiava o comportamento independente de Maria Quitéria.

Em fevereiro de 1822, quando Dom Pedro proclamou a independência no Brasil, as tropas portuguesas que estavam na Bahia se recusaram a reconhecê-lo como Imperador. 

Com isso, eles estavam buscando voluntários para integrar as tropas brasileiras.

Assim, pediram ao pai de Maria Quitéria que mandasse alguém de sua família para a guerra…

Porém, ele não tinha nenhum filho na idade exigida.

Maria Quitéria, então, pediu autorização ao pai para, disfarçada, lutar em defesa da Pátria

E, ele negou prontamente, dizendo que “mulheres fiam, tecem e bordam; não vão à guerra”.

A filha, porém, desobedeceu o pai e fugiu para a casa de uma irmã

Cortou o cabelo, vestiu as roupas do cunhado, José Cordeiro de Medeiros…

E se apresentou ao Regimento de Artilharia como Soldado Medeiros.

A partir de então, Maria Quitéria passou a ser o "soldado Medeiros".

Foi condecorada com a Ordem Imperial do Cruzeiro do Sul.

Foi assim que começou a história de Maria Quitéria (1792-1853), uma heroína da guerra pela independência do Brasil. 

Como foi a carreira militar de Maria Quitéria?

Em setembro de 1822, após a independência do Brasil ser proclamada em algumas partes do país, havia tropas e civis que pretendiam continuar fiéis às ordens de Lisboa.

Como a Bahia não possuía um exército estruturado e treinado para enfrentar os portugueses…

O Conselho Interino do Governo da Bahia começou a recrutar voluntários para lutar pela consolidação da independência.

Ao tomar conhecimento do início do alistamento voluntário para o Regimento de Artilharia, Maria Quitéria pediu autorização ao pai para lutar ao lado dos patriotas

Pois, como contamos logo acima, ela dominava a montaria e sabia manejar armas de fogo…

No entanto, seu pedido foi negado.

Com a ajuda de sua irmã, Maria Quitéria foi para Cachoeira e se alistou no Regimento de Artilharia…

Porém, com o nome de seu cunhado, José Cordeiro de Medeiros.

Não demorou muito para o seu pai ficar sabendo da fuga de Maria Quitéria

Sendo assim, Gonçalo localizou a moça que não queria de forma alguma abandonar as armas. 

Além disso, o major José Antônio da Silva Castro não permitiu que ela fosse desligada

Afinal, ela já era reconhecida pela disciplina militar e pela facilidade de manejar as armas.

Sem muitas escolhas, o pai de Maria Quitéria, então, pediu para que a filha fosse transferida para a infantaria…

Pois, de acordo com ele, um fuzil era mais apropriado para uma mulher do que um canhão.

Diante disso, Maria Quitéria foi transferida para o batalhão chamado “Voluntários do Príncipe Dom Pedro”.

E, ao assumir seu nome verdadeiro, Maria Quitéria vestiu uma saia como parte do seu uniforme e seguiu com o batalhão para vários combates… 

Além de ter participado da defesa da Ilha da Maré, da Barra do Paraguaçu, da Pituba e de Itapuã.

Ninguém acreditava que aquele “soldado” entregue à luta, se arriscando diariamente, fosse uma moça.

No dia 2 de março de 1823 como recompensa, Maria Quitéria foi promovida a "cadete", recebendo uma espada e acessórios.

Celebração

Em 2 de julho de 1823, quando foi celebrada a expulsão definitiva dos portugueses, em data que marca a Independência da Bahia…

Maria Quitéria marchou com o batalhão, sendo saudada e homenageada pela população.

Depois, ela embarcou para o Rio de Janeiro, onde foi recebida por Dom Pedro I e recebeu o título de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro…

Dom Pedro colocou em Maria Quitéria sua farda azul de golas e punhos verdes, a Medalha da Ordem Imperial do Cruzeiro do Sul

Como reconhecimento à bravura e à coragem com que lutara contra os inimigos da Pátria.

Atendendo a um pedido de Maria Quitéria, o imperador fez uma carta pedindo que o seu pai perdoasse a desobediência da filha.

Maria Quitéria voltou para a Bahia com a carta do Imperador…

E, quando retornou a sua cidade natal, foi recebida com grande alegria pela família e pelos amigos, que queriam ouvir sobre suas histórias de batalhas.

Maria Quitéria se casou e teve uma filha

Contrariando a vontade de seu pai, Maria Quitéria resolveu se casar com um antigo namorado, o lavrador Gabriel Pereira de Brito

O casal morava na fazenda de Gonçalo, e após o casamento, tiveram uma filha chamada Luísa Maria da Conceição.

Em 1834 seu pai faleceu e Maria Quitéria tentou receber parte da herança deixada por ele…

Mas, com a lentidão da justiça e as disputas com a madrasta, Quitéria desistiu de receber sua herança. 

Como foi a morte de Maria Quitéria?

Após o falecimento do pai e, depois, do marido, Maria Quitéria foi viver em Salvador com a filha.

A heroína viveu seus últimos anos no anonimato, ela acabou sendo vítima de uma inflamação no fígado e quase cega.

Passado o tempo, no dia 21 de agosto de 1853, Maria Quitéria faleceu aos 61 anos, em Salvador, na Bahia.

O seu corpo foi sepultado na Igreja Matriz do Sant

Maria Quitéria se tornou um símbolo da emancipação feminina e exemplo para mulheres de todo o país.

Devido ao seu destaque na História do Brasil, ela ainda recebeu diversos tributos póstumos…

Teve seu nome homenageado em uma medalha militar e em uma placa da Câmara Municipal da cidade de Salvador

Para fazer distinção de personalidades reconhecidamente participativas, foi criada a Comenda Maria Quitéria em Feira de Santana.

Como homenagem à heroína, foi erguida uma estátua em Feira de Santana, com uma mulher em posição de ataque

Simbolizando sua posição de enfrentamento não somente perante a guerra, mas também perante a vida. 

Maria Quitéria de Jesus foi reconhecida como Patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro em 1996…

E, no ano do centenário de sua morte, o então Ministro da Guerra determinou que seu retrato estivesse presente em todos os estabelecimentos, repartições e unidades do Exército. 

Além disso, em 2018, seu nome foi inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, que fica no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Bom, chegamos ao fim de mais um conteúdo recheado de curiosidades e informações aqui no Blog da Fleurity!

Esperamos que você tenha gostado e todas as suas dúvidas tenham sido esclarecidas.

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