Como pega vulvodínia? Saiba tudo sobre a doença e como tratar

Seja por cólicas menstruais ou por quadros de endometriose, infelizmente são muitas aquelas que convivem com dores frequentes na região vaginal. Apesar de alguns sintomas serem comuns aos diversos problemas que podem afetar a vida das mulheres, os sinais podem indicar um quadro menos conhecido: a vulvodínia. 

A desinformação e falta de um diagnóstico conclusivo pode fazer com que mulheres passem por meses, e até anos, sentindo os desconfortos causados pela vulvodínia - impactando, principalmente, sua vida sexual. 

Para você que quer saber mais sobre o problema, reunimos aqui todas as informações a respeito da disfunção feminina. Confira!

O que é vulvodínia? 

Cientificamente chamada por vestibulite vulvar, a vulvodínia é um quadro de dor persistente na região da vulva, que pode ser constante ou pontual - ultrapassando três meses desde o primeiro sintoma identificado. O quadro não é considerado ou relacionado a uma infecção ou doença sexualmente transmissível. 

Apesar de menos conhecido do que outros problemas que afetam a vida das mulheres, o quadro é mais comum do que se pode pensar. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que cerca de 15% das americanas sofrem com a vulvodínia - disfunção que pode ser entendida como uma hipersensibilidade da vulva. 

A maioria dos casos acontece em mulheres com idades entre 18 e 25 anos, sendo que a partir dos 35 anos reduz muito as chances de desenvolver o quadro de vulvodínia.

Não se sabe ao certo o motivo que leva uma mulher a desenvolver o quadro de vulvodínia. No entanto, já existem comprovações científicas para a relação entre a hipersensibilidade da vulva e outros problemas como a candidíase de repetição e a fibromialgia.  

Além disso, existem linhas de estudos científicos sobre aspectos psicológicos que podem influenciar e desencadear um quadro de hipersensibilidade da vulva - como depressão e ansiedade, por exemplo. 

Por isso, em alguns casos, o tratamento da vulvodínia pode incluir o acompanhamento psicológico por profissionais da área.

A maior diferença entre a vulvodínia e outros problemas relacionados à região vaginal são os sintomas - como dores e/ou sensação de queimação - sentidos especificamente na vulva, parte externa do órgão sexual feminino. 

Não existe um padrão para o local da dor na região da vulva, sendo possível que ela seja sentida em um ponto específico ou em toda a vulva. A dor também pode ser constante ou ser sentida em momentos específicos, como após a relação sexual, ao tocar a vulva ou ao ficar sentada por longos períodos. 

Embora mais raro, algumas mulheres podem apresentar um tipo menos comum de vulvodinia chamada de clitorodinia. Nesses casos, ao invés da vulva, a dor, sensibilidade e queimação são sentidas pela paciente na região do clítoris.

Sintomas da vulvodínia

Apesar do diagnóstico não estar restrito às mulheres que possuem uma vida sexual ativa, é comum que as pacientes sintam os desconfortos com mais intensidade após o sexo. 

Os sintomas da vulvodínia:

  • Dor na região vaginal;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Vermelhidão na vulva;
  • Sensação de queimação na vulva;
  • Incômodo ao utilizar coletores menstruais ou absorventes internos;
  • Coceira vaginal;
  • Sensação de calor na vulva.

Em alguns casos, as dores na vulva podem ser sentidas por horas ou até mesmo dias depois da mulher ter uma relação sexual. Acredita-se que isso aconteça pelo atrito causado no ato sexual, considerando o quadro de hipersensibilidade da vulva. 

Como a vulvodínia é menos conhecida se comparada aos demais problemas que podem afetar a região sexual das mulheres, geralmente o diagnóstico é feito por exclusão - descartando a possibilidade de outras doenças. Considerando este contexto, o processo desde a identificação dos sintomas até o diagnóstico conclusivo pode ser demorado.  

Ainda pela falta de um método específico para identificar a vulvodínia e pesquisas científicas aprofundadas a respeito, o quadro é comumente confundido com o diagnóstico de vaginite - que também causa dor, porém apenas no momento do ato sexual.  

Para o diagnóstico conclusivo, além da anamnese, o médico ginecologista pode solicitar um exame ginecológico padrão para descartar outros possíveis casos de disfunções relacionadas aos órgãos sexuais femininos.  

Como tratar a vulvodínia?

O tratamento da vulvodínia depende da gravidade dos sintomas da paciente e pode incluir medicação, uso de lubrificantes e fisioterapia pélvica, conforme o quadro. 

Para mulheres diagnosticadas, é recomendado também evitar o uso de shorts e calças apertadas para não haver o atrito da peça de roupa com a vulva. Em relação à calcinha, dormir sem ela ou optar pelas peças produzidas com algodão é interessante durante e após o tratamento. 

O uso de produtos, como cremes ou sabonetes íntimos, que podem causar irritação na região da vulva também deve ser suspenso pela paciente. 

Lembrando que em caso de qualquer um desses sintomas de forma recorrente é fundamental procurar um médico ginecologista, que poderá avaliar as queixas e indicar o melhor caminho para o tratamento. 

Agora, se entendendo melhor a respeito da vulvodínia você ainda tem dúvidas se o quadro se encaixa em sintomas que tem sentido, através do blog da Fleurity é possível consultar outros conteúdos a respeito de problemas que podem afetar a região vaginal. Entre os mais comuns estão a vaginite, a candidíase e a doença inflamatória pélvica

Afinal, o conhecimento é sempre o melhor caminho para conhecermos o nosso corpo e os sinais que ele nos dá. Confira o nosso blog e saiba mais sobre cada um deles!

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