Coletor e calcinha absorvente: qual a relação com a pandemia?

Coletor e calcinha absorvente: qual a relação com a pandemia?

A pandemia deixará marcas econômicas e ambientais profundas. Saiba
como você pode ajudar com um modo de pensar mais sustentável.

 

Coletor, calcinha e pandemia!

Estamos completando um ano de pandemia no Brasil. Um ano de muitos desafios e adaptações econômicas e socioambientais que deixarão marcas profundas.

 

Um exemplo disso é o consumo de plásticos que, segundo a BBC, aumentou consideravelmente na pandemia com o avanço do delivery, consumo por e-commerce, além do maior uso de material hospitalar.


À vista disso, a pergunta que fica é, que atitude podemos tomar, por menor que possa parecer, para reduzir esse consumo desenfreado, que apenas acelerou com a Covid-19?


Absorventes tradicionais não são recicláveis

Pode ser que não seja novidade para você, mas os absorventes tradicionais, que aprendemos a utilizar desde a menarca e, honestamente, possuem um lugar em nossa memória afetiva, não são recicláveis e sua decomposição é complexa.

 

No entanto, o que impossibilita o processo não é apenas o nosso sangue, uma vez que, além da parte de algodão, existe uma quantidade significativa de plásticos e polímeros absorventes, que contaminam o material e fazem com que seja impossível reciclá-los, de acordo com a eCycle.

 

Além da consciência ambiental, você já parou para pensar em quanto gasta ou já gastou com absorventes? A Fleurity fez essa pesquisa para você, considerando um absorvente que custa cerca de R$ 6 reais e um ciclo menstrual de quatro dias. Não deixe de conferir o resultado, pois será um bom motivo para você repensar seus hábitos.

 

Então, qual a solução?

Se você está lendo esta matéria, já sabe para que caminho estamos nos direcionando. Uma das soluções que abordaremos nasceu, pasmem, em 1935, através da mente revolucionária da americana Leona Chalmers.


Coletor menstrual

É! A solução está entre nós há 86 anos. Assinada pela atriz, inventora, e escritora, Leona Chalmers, a ideia de um coletor menstrual parecia insensata na época, tanto que ela sofreu, não apenas com a falta de materiais - borracha de látex -, como também por abordar um tema que, para época, era desautorizado.

 

Entretanto, os benefícios que Chalmers almejou para o ciclo menstrual das mulheres nos anos 30 casam com os da Fleurity: conforto, sustentabilidade e liberdade aplicados, é claro, em uma sociedade um pouco mais desconstruída, que tenta incessantemente quebrar o tabu da menstruação.

 

Até porque, para além de oferecer segurança às mulheres em atividades cotidianas, como trabalhar e praticar exercícios, o coletor é reutilizável e tem uma vida útil de cerca de 3 anos. Sim, três anos, de acordo com a regulamentação da ANVISA.

 

Se levarmos em consideração que utilizamos cerca de 10 mil unidades de absorvente tradicional ao longo do nosso ciclo feminino, três anos alteram de forma expressiva como nos relacionamos com o meio-ambiente.

 

De certa forma, é como se passássemos a compreender que a natureza feminina está diretamente relacionada à natureza. Portanto, nada mais justo do que pensarmos de que outras maneiras podemos ajudá-la como, por exemplo, a utilização de calcinhas menstruais.

 

Calcinha absorvente

Assim como os coletores, as calcinhas menstruais são muito mais eco-friendly do que qualquer absorvente tradicional jamais será. E também são mais seguras, uma vez que absorvem todo o fluxo menstrual através de suas camadas e não causam o desconforto e a insegurança que o absorvente causa.