Quando surgiu a luta contra a homofobia?

De um lado avanços consideráveis nas últimas décadas, que colocaram em pauta o respeito à comunidade LGBTQIA+. Do outro, os números alarmantes de violência relacionados à homofobia escancaram o quanto a luta contra o preconceito ainda se faz necessária. 

Apesar da falta de números atualizados sobre o cenário preocupante, uma pesquisa realizada e divulgada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2020 mostrou que foram 24.564 notificações de violências contra essa população entre 2015 e 2017 - o que dá uma média de 22 notificações por dia, próximo à uma por hora. 

Especialistas ainda apontam que, provavelmente, o volume é muito superior a este. Isso porque parte das vítimas acabam por não registrar uma ocorrência ou ainda por identificar sua orientação sexual. 

Agora, para quem quer se mobilizar de alguma maneira para ajudar a mudar essa triste realidade: o que fazer? 

O primeiro caminho é o conhecimento! Por isso, neste Dia Internacional contra a Homofobia, a Fleurity reúne aqui tudo o que você precisa saber para abraçar esta causa. Confira agora!

Dia Internacional contra a Homofobia

Antes de mais nada é fundamental voltar no tempo e entender marcos importantes na luta contra a homofobia que resultaram na data que colocou a pauta no calendário anual de todos os países. 

Marcos históricos na luta contra a homofobia: 

  • A Parada do Orgulho Gay se tornou um marco por todo o mundo, como um evento que levanta as bandeiras defendidas pela classe contra a homofobia e pelos direitos de gay, lésbicas, trans e demais auto-classificações de gênero;
  • Desde 1970 as paradas já acontecem em diversos países como os Estados Unidos, Canadá, França e Brasil;
  • Também foi na década de 1970 quando se tem registros dos primeiros movimentos como a homofobia no Brasil. Já o Dia Internacional contra a Homofobia foi incluído no calendário oficial brasileiro a partir de 2010;
  • Já em 2011, a justiça brasileira passa a reconhecer oficialmente a união homoafetiva;
  • Apenas em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro passou a considerar crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero. A partir da decisão, a conduta passou a ser punida pela Lei de Racismo (7716/89), como crime inafiançável e imprescritível segundo o texto constitucional e pode ser punido com um a cinco anos de prisão;
  • Por fim, foi no dia 17 de maio de 1990 que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças. Até então, era comum que instituições governamentais tratassem homossexuais como pessoas com desvios patológicos, estimulando o preconceito de forma institucional.

Foi por este importante fato que a data ficou marcada no calendário como o Dia Internacional contra a Homofobia e estimula instituições públicas e privadas em ações em prol da causa. 

Na data da mudança de posicionamento da OMS, a organização baniu o sufixo “ismo” da forma como trata a homosexualidade - que até então era entendida como “homosexualismo”, sendo que o sufixo se refere a uma patologia, como o tabagismo, por exemplo.

Outro passo importante no combate à homofobia será dado no próximo dia 25 de maio, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) irá divulgar, de forma inédita, indicadores referentes à orientação sexual autodeclarada como parte da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). 

Os dados serão essenciais para que se tenha números mais próximos à realidade do quantitativo de pessoas no país que se declaram LGBTQIA+ e assim se estabeleçam políticas públicas voltadas para essa população de forma mais justa diante do cenário de vulnerabilidades que ainda se impõe. 

Homofobia: como ajudar a combater?

Agora que você já sabe muito mais sobre como a luta contra a homofobia já avançou, é necessário entender também que tem muito a ser feito para garantir não só a segurança como a igualdade de direito de quem se autodeclara LGBTQIA+.

Também conhecido como “Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia”, a data traz a todos a reflexão sobre o papel de cada um nessa luta - não só para gays, lésbicas, trans e demais gêneros da classe. 

Afinal, acima de qualquer coisa, é uma busca por respeito

Confira algumas dicas práticas de como você pode contribuir na luta contra a homofobia: 

  • Ao redor do mundo existem inúmeras iniciativas não-governamentais que apoiam a causa e lutam por diversos âmbitos da igualdade relacionada à população LGBTQIA+. Uma ótima maneira de abraçar também essa luta é oferecer apoio a esses movimentos, seja com recursos financeiros, com prestação de serviços ou divulgação dos trabalhos feitos;
  • Um familiar ou amigo próximo fez um comentário homofóbico? Pode ser o momento perfeito de colocar sua opinião com carinho e mostrar um ponto de vista diferente a ele. Com a homofobia enraizada na sociedade, problematizar falas que são consideradas “comuns” e que são ofensivas é essencial;
  • Ouviu uma piada no trabalho, mas não se sente confortável para questionar quem falou? Não ria! Já será um bom sinal para aquele que está sendo homofóbico de que não deve repetir a agreção verbal;
  • Agora, se você é dono da empresa ou gestor, é fundamental que a organização tenha um posicionamento claro de condutas para casos de homofobia para proteger possíveis vítimas e reforçar o respeito da empresa por todos;
  • A ONU possui um Manual sobre direitos LGBTI nas empresas, que vale a pena ser consultado;
  • Para os pais e mães, falar sobre respeito para com todas as pessoas colabora para que a criança cresça tendo o pilar como base do seu tratamento com todos, sem distinção de raça, idade, gênero e/ou orientação sexual. Falar naturalmente sobre os diversos tipos de configuração de famílias e relacionamentos, por exemplo, ajuda a quebrar tabus ainda persistentes em nossa sociedade. 
  • Agora, para todos, nosso maior poder enquanto cidadãos na luta contra a homofobia sempre será o voto. Ao escolher candidatos a qualquer que seja o cargo, observe com atenção as promessas feitas no plano do pretendente à vaga em relação à comunidade LGBTQIA+. 

Desde ações maiores a outras mais simples, o mais importante é saber que podemos ajudar diariamente nesta luta, que é de todos. 

E se quer conhecer outros movimentos importantes que marcam nosso calendário, no blog da Fleurity você encontra conteúdos completos para entender formas de contribuir com cada um deles. Confira!

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