ISTs: qual a diferença entre candidíase e tricomoníase?

Apesar de terem sintomas muito parecidos, a tricomoníase e a candidíase são infecções diferentes, embora ambas sejam muito comuns em mulheres de todas as idades.

Para tirar essa dúvida de uma vez por todas, preparamos um artigo completo com tudo que você precisa saber sobre cada uma dessas infecções, seus sintomas, causas e tratamentos. Confira!

O que é a tricomoníase?

A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada por um parasita chamado Trichomonas vaginalis. Ela pode ser transmitida tanto de homem para mulher quanto de mulher para mulher.

Apesar de também atingir os homens, esse tipo de infecção é mais comum em mulheres. Em uma transa sem proteção, nós temos até 80% de chance de contágio desse parasita que causa sintomas bem desconfortáveis para a saúde íntima.

Além da relação sexual, essa infecção também pode ser transmitida com o uso de objetos íntimos compartilhados e de mãe para filho durante a gravidez. Nesse caso, o bebê pode contrair a chamada tricomoníase infantil.

Quais são os sintomas da tricomoníase?

É comum que a tricomoníase seja uma infecção assintomática nos homens. Já nas mulheres, ela atinge principalmente a vulva, a vagina e o colo do útero.

Na maioria dos casos, os sintomas aparecem entre 5 e 28 dias depois do contágio. Os principais sinais de alerta para as mulheres são:

  • Corrimento amarelado ou esverdeado;
  • Odor forte e desagradável;
  • Dor e ardência para fazer xixi;
  • Coceira vaginal;
  • Vermelhidão na região íntima;
  • Sintomas respiratórios e conjuntivite, no caso das crianças.

Vale lembrar que esses sintomas podem ser ainda mais intensos durante e após o período menstrual. Por isso, é importante procurar um ginecologista de confiança logo que surgirem os primeiros sintomas.

Como tratar a tricomoníase?

A melhor forma de tratar a tricomoníase é com antibióticos orais ou em pomada vaginal durante 5 a 7 dias dependendo do medicamento. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas da infecção e eliminar o parasita.

Além disso, o tratamento é sempre recomendado para o casal, mesmo que apenas um tenha apresentado sintomas. Isso porque, como vimos, existe uma grande chance da outra pessoa também estar infectada e ser assintomática.

⚠️ Atenção: é importante continuar com a medicação pelo período determinado pelo médico mesmo que os sintomas já tenham desaparecido. Quando o tratamento é interrompido, a pessoa pode continuar a transmitir a IST e favorecer o surgimento de sintomas mais graves.

O que é a candidíase?

A candidíase genital é uma infecção causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida albicans. Assim como a tricomoníase, ela também é mais comum no público feminino e chega a atingir até 75% das mulheres ao longo da vida.

Geralmente, o fungo causador da candidíase já existe no organismo humano e é inofensivo. Mas, quando o corpo está com a imunidade baixa ou passando por alguma alteração hormonal, ele se reproduz de forma exagerada — o que causa a infecção.

Alguns dos principais fatores que podem desencadear essa situação são:

  • Uso de roupas muito apertadas ou úmidas;
  • Não trocar o absorvente na hora certa;
  • Higiene íntima exagerada;
  • Doenças autoimunes;
  • Uso contínuo de medicamentos como antibióticos, corticóides e anticoncepcionais;
  • Gravidez.

Quais são os sintomas da candidíase?

Nem sempre a candidíase é fácil de se identificar, mas existem alguns sintomas que podem ser um alerta e que merecem a nossa atenção:

  • Ardência para fazer xixi;
  • Coceira vaginal;
  • Corrimento esbranquiçado, como uma nata de leite;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Fissuras parecidas com assaduras.

Cada mulher reage de uma maneira à candidíase. Algumas não sentem nada, outras têm sintomas muito parecidos com o de uma infecção urinária comum. Por isso, é importante ficar atenta a qualquer mudança na região íntima e ir ao ginecologista regularmente.

👉 Saiba mais: Quando o corrimento pode indicar alguma doença?

Como tratar a candidíase?

O tratamento para candidíase é o mesmo para homens e mulheres: antifúngicos orais ou em pomada aplicadas de 2 a 3 vezes por dia por até 14 dias de acordo com a indicação do médico especialista.

Além disso, durante todo o tratamento é importante usar roupas íntimas leves, lavar a região íntima apenas com água e sabão neutro e, no caso das mulheres, evitar o uso de absorventes internos durante a menstruação.

Para sintomas muito intensos, também é comum a recomendação de um corticóide ou antiinflamatório local para aliviar a dor e o incômodo causado pela infecção.

Afinal, qual a diferença entre candidíase e tricomoníase?

Com certeza você percebeu que os sintomas da tricomoníase e da candidíase são praticamente os mesmos. Então, como diferenciar?

A principal maneira de saber se é candidíase ou tricomoníase é observar a cor e o odor do corrimento vaginal. No caso da tricomoníase, o corrimento geralmente é amarelo ou esverdeado e tem um cheiro forte, já o corrimento da candidíase é esbranquiçado e sem cheiro.

Vale lembrar também que a tricomoníase é uma infecção adquirida por meio da relação sexual sem proteção, enquanto o fungo da candidíase já vive no nosso corpo e apenas se multiplica no caso de baixa imunidade ou grandes alterações hormonais.

👉 Veja também: Conheça as 5 principais doenças ginecológicas

A tricomoníase é grave? E a candidíase?

A tricomoníase propriamente dita é uma infecção simples de ser tratada e sem grandes consequências para a saúde. Mas, quando não cuidamos, ela pode aumentar o risco de contrair infecções muito mais sérias, como o HIV, a gonorreia e a clamídia.

Além disso, ela pode causar complicações durante a gravidez, como parto prematuro, perda de peso do bebê e transmissão da infecção para ele na hora do parto.

A candidíase também é uma infecção simples e com poucos quadros de complicação quando é tratada corretamente. Mas, é preciso ficar mais atenta quando já existe algum problema com o sistema imunológico. Nesses casos, ela pode atingir órgãos vitais e causar problemas graves para a saúde.

⚠️ Atenção: nada disso é desculpa para não procurar o ginecologista ao menor sinal de qualquer uma dessas infecções, ok? O acompanhamento médico é fundamental para a saúde da região íntima.

Use sempre camisinha e vá ao ginecologista!

Independente do tipo de infecção com o qual você esteja preocupada, usar camisinha é sempre fundamental para prevenir infecções sexualmente transmissíveis que podem trazer uma grande dor de cabeça para a sua vida.

Por isso, não fique refém do seu parceiro para garantir a sua proteção. Tenha sempre uma camisinha na bolsa e seja livre para transar sem preocupações e com muita segurança.

Além disso, não esqueça de visitar o seu ginecologista de confiança regularmente mesmo que tudo pareça bem. Afinal, existem diversas doenças que são silenciosas, mas que podem ser facilmente identificadas e tratadas por um especialista. 

A sua vagina pode se tornar a sua melhor amiga se você aprender a ouvi-la e cuidar do seu corpo com mais carinho! Então, pratique o autocuidado com a sua região íntima sempre, não só quando estiver preocupada com os sintomas de possíveis infecções, como a tricomoníase.

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